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assunto: relato
manic¶mio
á á á á á á á á á arranjos ou ßrvores copas largas frondosas seus prÚdios
descascados seus engenhos desativados. cinco homens vestidos de azul na porta
sentados um arranja o joelho os outros nÒo sei o que fazem parados ali. serÒo eles:
1) seguranþas 2) enfermeiros 3) internados - boa tarde vocÛs vieram visitar o lugar?á
á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á áqual deveria ser minha resposta minha
ang·stia (afirmaþÒo ou questionamento). disseram: Ú s¾ seguir á á á á á á á á á á á á
á á á á á á á á á á á á á á á áessa rua no final sobe (suba!) a escada terceiro andar.
ladeiras discretas rachadas eu perceberia se nÒo á á á á á á á á á á á á á á á á á á á
á á á á á á á áfosse o esforþo de olhar as janelas embaþadas. as pilastras arredias
serÒo sufocadas por alguns s·bitosá
á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á áespasmos arquÚtipos. primeiro
degrauá
á á á á á á á á á á á á á á á á á á á
á á á á á á á á á á á á á áBEM-VINDO AO HOTEL DA LOUCURA
á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á
vocÛ quer uma bala um doce hoje Ú dia de sÒo cosme e damiÒo (erÛ ibeji: a sua
banda cheira cheira a cravo cheira a rosa oi cheira a flor da laranjeira RITMO DE
MACUMBA). calma espera, daqui a pouco vÒo distribuir os saquinhos. depois disso
ele subiu as escadas eu vi suas costas sujas com a) sangue b) merc·rio c) tinta.á
á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á achei que era no terceiro andar.
(ainda nÒo chegamos - sussurraram).á
á á á á á á á á ásegundo andar: abandonado. outro lance (o ·ltimo) - viro a cara: era
tinta na camisa dele - tudo recÚm-pintado.á
abraþo: a moþa vem de boca aberta nÒo espera palavra com suas duas mÒos
envolve meu corpo e permanece. abraþo de volta? ela sai abraþa outros eu nÒo era o
seu preferido. a velha oferece um pirulito vermelho ninguÚm quer pegar na verdade
ela nÒo oferece s¾ mostra pra todo mundo um pirulito vermelho na mÒo outro pirulito
vermelho na boca (cosme damiÒo e doum crispim crispiniano ibeijada).á
á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á á vocÛs querem conhecer o hotel Ú tudo muito
novo por aqui eu levo vocÛs e apresento
á á á á á á á á á áo segundo e o terceiro andar estavam abandonados n¾s chegamos
pintamos ocupamos reformamos com tanto cuidado
á á á á o sarau comeþa quando?
á á á á á á á á á á á á á á á Ú s¾ olhar em volta.
á á á á tem mais alguma sala?
á á á á á á á á á á á á á á á uns artistas dormem aqui.
á á á á residÛncia?
á á á á á á á á á á á á á á á trouxeram tinta e tudo mais.
á á á á e os internos?
á á á á á á á á á á á á á á á pintaram tambÚm.
á á á á eu sei.
á á á á á á á á á á á á á á á o que tem entÒo?
á á á á eles dormem onde?
á á á á á á á á á á á á á á á nos andares de cima.
á á á á existem outros?
á á á á á á á á á á á á á á á alguns sÒo mais perigosos.
á á á á eles ficam onde?
á á á á á á á á á á á á á á á depende.á
á á á á dß pra saber?
á á á á á á á á á á á á á á á com certeza.á

á á á á vocÛ sabe?
á á á á á á á á á á á á á á á desconfio, nunca perguntei.
á á á á vocÛ dorme aqui?
á á á á á á á á á á á á á á á de vez em quando.
á á á á prazer.á
á á á á á á á á á á á á á á á todo meu.á
os olhos fundos presos abismos ela tinha eu nÒo sabia nÒo soube nem saberei quem
era: olhos fundos presos abismos pretos roxos ai seu passo calmo drogado dopado
seu vestido azul seu ursinho rosa seu sorriso torto (ele nem existia). á

RELATO INTERROMPIDO ESPEREM A PRËXIMA EDIÃ├O DA REVISTAUSINA NO
FINAL DO M╩S NAS BANCAS
á á á áá
á á á áá
á á á á á á á á á á á á á á á á ERROR
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assunto: relato (agora vai)
manicômio
                  arranjos ou árvores copas largas frondosas seus prédios descascados seus
engenhos desativados. cinco homens vestidos de azul na porta sentados um arranha o
joelho os outros não sei o que fazem parados ali. serão eles: 1) seguranças 2)
enfermeiros 3) internados - boa tarde vocês vieram visitar o lugar? 
                                                      qual deveria ser minha resposta minha angústia
(afirmação ou questionamento). disseram: é só seguir essa rua no final sobe (suba!) a
escada terceiro andar. ladeiras discretas rachadas eu perceberia se não                              
                       

fosse o esforço de olhar as janelas
embaçadas. as pilastras arredias serão sufocadas
por alguns súbitos espasmos arquétipos. primeiro
degrau 

                                     
                           BEM-VINDO AO HOTEL DA LOUCURA
                                                                                            você quer uma bala um doce
hoje é dia de são cosme e damião (erê ibeji: a sua banda cheira cheira a cravo cheira a
rosa oi cheira a flor da laranjeira RITMO DE MACUMBA). calma espera, daqui a
pouco vão distribuir os saquinhos. depois disso ele subiu as escadas eu vi suas costas
sujas com a) sangue b) mercúrio c) tinta. 
                                                     
achei que era no terceiro andar. (ainda não chegamos - sussurraram).
segundo andar: abandonado. outro lance (o último) - viro a cara: era tinta na camisa dele

- tudo recém-pintado.

abraço: a moça vem de boca aberta não espera palavra com suas duas mãos envolve
meu corpo e permanece. abraço de volta? ela sai abraça outros eu não era o seu
preferido. a velha oferece um pirulito vermelho ninguém quer pegar na verdade ela não
oferece só mostra pra todo mundo um pirulito vermelho na mão outro pirulito vermelho
na boca (cosme damião e doum crispim crispiniano ibeijada). 

                                            vocês querem conhecer o hotel é tudo muito novo por aqui
eu levo vocês e apresento
                   o segundo e o terceiro andar estavam abandonados nós chegamos pintamos
ocupamos reformamos com tanto cuidado
        o sarau começa quando?
                              é só olhar em volta.
        tem mais alguma sala?
                              uns artistas dormem aqui.
        residência?
                              trouxeram tinta e tudo mais.
        e os internos?
                              pintaram também.
        eu sei.
                              o que tem então?
        eles dormem onde?
                              nos andares de cima.
        existem outros?
                              alguns são mais perigosos.
        eles ficam onde?
                              depende. 
        dá pra saber?
                              com certeza. 
        você sabe?
                              desconfio, nunca perguntei.
        você dorme aqui?
                              de vez em quando.
        prazer. 
                              todo meu. 
os olhos fundos presos abismos ela tinha eu não sabia não soube nem saberei quem era:
olhos fundos presos abismos pretos roxos ai seu passo calmo drogado dopado seu
vestido azul seu ursinho rosa seu sorriso torto (ele nem existia). 
a única perna não se podia saber direita ou esquerda (alternando de lado a muleta). os
dentes: quatro em cima alguns embaixo a maioria podre. a única perna equilíbrio sereno
– sorriso (tantos e tantos). ele até cantou.
gordo alto grande gosta de dançar aparecer gritar disse assim: você não quis me
namorar, SUA QUENGA. todo mundo riu. sentou de novo animou a platéia.  
abraço. a boca sem dente ou talvez um lá no final cabelo pintado curto. abraço.
as cadeiras de plástico sóbrias em suas posições fetais corcundas suas pernas vazias suas
fileiras discretas. uma se move todas se chocam VOLTE PARA O SEU LUGAR
VOLTE PARA O SEU LUGAR VOLTE PARA O SEU LUGAR.
           
                    depois mando mais notícias,

antonio rodrigues